A imagem não é nada!
No mundo de hoje, dá-se a impressão de que a imagem é tudo. Quando conhecemos de perto uma pessoa que criou uma imagem muito boa, percebemos que, na verdade, é uma pessoa vazia, sem qualquer relação com a sua imagem… Conhecer essa pessoa de perto traz desilusão e frustração…
Tive uma experiência nos Estados Unidos. Em termos de imagem, não têm igual no mundo. O seu único objetivo é serem o centro de atração de tudo. A sua maior conquista é a forma como se apresentam. Por exemplo, Nova Iorque é, aos meus olhos, uma fachada. É uma cidade bonita, mas não é como a exageram nos filmes. Não é nada como dizem…
O mesmo se aplica às pessoas. Algumas pessoas que vemos de fora criam imagens perfeitas. Mas basta ouvirem duas palavras para perceberem o quão vazias elas são. Estamos a caminhar para um mundo em que as pessoas dão mais importância do que o necessário à imagem. Para se parecerem com pessoas queridas e admiradas, todos perseguem imagens vazias, sem se importarem se isso lhes fica bem ou não. A maioria das pessoas está a tornar-se em tipos que se assemelham uns aos outros.
Vidas Idênticas
Em todo o lado há pessoas todas iguais, como se tivessem saído da mesma fábrica… Só porque é moda, não é preciso que toda a gente faça a mesma coisa. Se estás em paz contigo mesmo e, quando te olhas ao espelho, consegues dizer «Sou feliz assim», que sorte a tua. Algumas imagens são literalmente impostas através da gestão da perceção. Obsessões do tipo «Todos deixaram crescer a barba, por isso também vou deixar; o cabelo curto está na moda, todas as mulheres famosas cortaram o cabelo, por isso também vou cortar…» afastam-nos da nossa essência, do nosso verdadeiro caráter. Transformam-nos em pessoas que copiam os outros. Ficamos dependentes da aprovação dos outros. O desejo de parecer como os outros transforma-se numa dependência. Por vezes, para não sermos excluídos pela sociedade, somos obrigados a copiar sem nos apercebermos. O modo «não me importa» é o estado de estar em paz consigo mesmo, de ser como se quer. Não há obsessão.
O seu corpo pertence-lhe
Uma das imagens impostas em relação à aparência física são as medidas corporais… Estão a multiplicar-se as imposições do tipo «deve-se ter este peso, esta forma corporal, esta altura». As medidas corporais estão a tornar-se tão importantes que as pessoas fazem dietas, e até se submetem a cirurgias, sem terem em conta a sua saúde. O seu corpo é seu. É você quem decide como ele deve ser. Se quiser emagrecer, faça-o de forma saudável, pelo seu próprio bem e, acima de tudo, pela sua saúde. Além disso, as medidas corporais não são o único aspeto importante. É igualmente necessário cuidar do seu caráter. O seu desenvolvimento pessoal e os seus valores humanos são tão importantes quanto as suas medidas corporais.
Vais criar uma imagem; cria uma imagem que seja verdadeiramente saudável e que te reflita; o mais importante é seres autêntico e original. Pergunta a ti mesmo: «Até que ponto sou eu mesmo?». O importante não é a imagem, mas sim teres-te encontrado a ti mesmo.
Esteja em paz consigo mesmo, esteja consciente de si mesmo. Conhece-se a si próprio? Quando se olha ao espelho, é esse o seu verdadeiro eu? Ou será apenas uma imagem criada pelo seu entorno? A imagem é algo semelhante a um sonho. Só quando conhecemos de perto uma pessoa, um objeto ou um acontecimento é que lhes atribuímos o seu verdadeiro valor. E só quando nos conhecemos de perto é que podemos atribuir o nosso verdadeiro valor a nós próprios.
